domingo, 3 de janeiro de 2010

Choque anafilático

Infame
Inflame
me chame
para o vexame
do enxame

do ferrão
do zumbido
das abelhas
arquitetas da colmeia
Epopeia

prurido da vermelhidão
veio a rouquidão

Sem palavras
cem palavras
Não dizem nada
Não provam nada

Nada no rio
nada no mar
mergulha no vazio
profundo da irrazão
sem concepção
só na emoção

Ruído

Palhaços nos abraçamos
Com presentes
Ausentes do sentido imbuído
de um espírito consumidor
ruído
entendido como natalino

Ópio reduz o ódio
da miséria agravada
da corrupção nata deste sistema

Com nariz vermelho
alimentamos com alegria
a realizada mais-valia

No shopping
na concessionária
na padaria

Mercadorias
produzidas coletivamente

E o fruto?
Colhem direto da árvore

E a árvore de natal
nos conforta
com bolas de vidro
coloridas.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Aquarela nada bela

Individualidades
Infringidas, destruídas
Na formação de um exército
Modificado na formatação
De seres supostamente iguais

Individualismo
Rei da ação
no cotidiano vivido
da competição

Transformismo
poderemos transformar de verdade
quando?

Libertadores mascarados
Descarados na possibilidade
da ingenuidade de um povo
sofrido, lambido
pela seca da tristeza
de lágrimas inundantes

Derrubam vidas
matam esperanças
Da casinha de papelão
Tudo em vão

Obras para mudar
Meras maquiagens
que se transformarão em borrões
na aquarela do Brasil
de norte a sul

Pingos de mudanças
pela desenfreada acumulação
num mundo em destruição

Aquece, esfria, degela
Vamos humanizar
Sustentar o planeta

Aff!Chega de engodos!
Assim explodo...

Deveras necessária
Verdade, a permanência
possível
engendra com outra
sociabilidade

Bárbara crueldade
constante
o verde vira marrom
o azul vira cinza
E a humanidade avermelhece
na paixão da ação
ou na morte em um caixão...

domingo, 27 de dezembro de 2009

2010

Hora de recomeçar
Um inicio sempre esperado
Esperança que seja mudado

Expectativa espraia
A mente de todos aqueles inquietos
Com a barbárie cada vez mais presente
A indiferença não ausente

Cada ano
Um pesar
Constantes recuos
Tropeços não cessam

Apesar do esforço contínuo
Nunca exíguo de acreditarmos
A verdadeira história há de começar

Pelas veredas da razão
De mais uma possibilidade
Mergulhamos na sensação
É um novo ano!

Perduraremos na luta
Com intemperança

Buscaremos sem comedida
Abraços fraternos
Transformarão a inação

Revolucionar
Na batalha das ideias
E na guerra por outro mundo
É imprescindível é necessário

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Erva-mate

Erva que palpita meu coração
Quero mergulhar nas letras
Mas na euforia
Me perco em pensamentos
Pressentimentos
Em tormentos
Mergulho em palavras
Milhares da poesia
Da literatura
Sociologia
Economia

Impasses e arranques
De uma história milenar
Na construção do dia a dia
Envolvo-me na expectativa
Da melancolia

Pela noite ou pelo dia
Caminho em busca
De encontrar caminho
A desesperança
Na matança
Da verdade e da vida

Decadência ideológica
Tentamos romper

Imobilismo
Tentamos mover

Conjunturas, texturas
Tessituras
Podem crescer
Irromper

Erva que palpita e precipita-me
Mergulhar pela noite
Por respostas
Já postas
E compostas
Por compósitos seres que buscam respostas.

(18/09/2009 - Na plena seca de Brasília)

RASCUNHO

Sozinhos
Nada conseguiremos
Como Drumond diria
Só de mãos dadas

Mudar
Desumanidade
Caótica e colossal


Somente na luta
Cotidiana de um povo sabido
Desprendido e
Entendido do seu papel primordial

Vamos a luta camarada
Pois há esperança

Sim sabemos existir
Outro capitulo
Na verdade outro livro
Outra história
Esses foram só rabiscos de um rascunho infeliz

Vamos pintar e escrever a nossa história
Na arte livre e espontânea
Coletiva e cordial
De modificarmos para a vitória

Por meio da luta
Não momentânea
Para no final rasgarmos o rascunho
E traçarmos a contemporânea busca

Pois há de começar uma nova história...

(início de agosto de 2009 em Brasília)

terça-feira, 28 de julho de 2009

H1N1

Crise
Gripe
Crendice

Milenar
Cultura popular
Que já não sei explicar

Hoje a tosse é dose
Para aumentar o cofre
De uma cíclica
Agora já explicita
De mais uma era faminta
Que não consegue superar

Mudar
Medicar
Ou rezar

Das três
A sábia resposta
Vem da razão da ocasião de uma revolução
27.08.09- Avião – gol – rio -bsb