Descabido direito
Enriquecimento ilícito
Que razão é essa?
Deturpa
Compara a Arruda
Ladrões
Apologetas dos patrões
Fantasiam o real
Condena:
Privilegiados!
Agraciados!
Transforma bandeiras vermelhas
Em verdes alucinações
Enganações
Precariedade da universidade
Em privada transforma
Sem pífia seriedade
Perdas fruto da vereda
Ofensiva ao trabalhador
Na constante artimanha
Engana
Mantém a cerca societária
E pensam nossa compreensão como otária
Coisifica
Barateia
nossa força
nossa mão
Sucateia
nossa mente
E a educação
E sabe se lá quantos outros braços do polvo
A nos sugar a vida e a bolsa
Como diria Drummond
O presente é tão grande, não nos afastemos
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas
Gregos indicam
O tempo não mente
É curto camaradas
E somos muitos milhões de homens comuns
E podemos formar uma muralha
Numa aguerrida luta
É tempo...
Vamos de mãos dadas...
(02.03.2010 - Bsb)
sexta-feira, 5 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
O Choque do carnaval
Escancaro
O caro som
Da alegria
Escondida
Apagada
Esmagada
Exaurida mas aparecida
Na semana carnavalesca
Do meu Rio
Que leva choque
Com reboque
Das perdas dos mesmos
Exauridos, desprovidos
De chão
Em meio a multidão
Ao som da percussão
Esconde
Esquece
A exploração
Sorrisos esperados
Na festa de fevereiro
Para aliviar
E esperar o carnaval passar
Vela
Aliena
Espera
Revolta
Exprime
Reprime
O olhar sem avisar...
Haiti
Explosão
Emoção
Da criança de braços abertos
Saudando
Os emocionados que a salvaram
Incoerência
De uma vivência explorada
Sem teto, sem chão, sem esperança
Como um campo de experiência
Órfãos de tudo
Espremidos pelo império
Imprimidos a servir
O Haiti não é aqui
Exploração
Coação
Prisão em seu próprio Estado-nação
Sem liberdade
Sem igualdade
Muita humildade
Na falaz democracia
De uma sociedade voraz
Sem pudor
No tremor
De perdas
E vidas
Achadas
Encontradas
Exploradas
Perdidas
domingo, 3 de janeiro de 2010
Choque anafilático
Infame
Inflame
me chame
para o vexame
do enxame
do ferrão
do zumbido
das abelhas
arquitetas da colmeia
Epopeia
prurido da vermelhidão
veio a rouquidão
Sem palavras
cem palavras
Não dizem nada
Não provam nada
Nada no rio
nada no mar
mergulha no vazio
profundo da irrazão
sem concepção
só na emoção
Inflame
me chame
para o vexame
do enxame
do ferrão
do zumbido
das abelhas
arquitetas da colmeia
Epopeia
prurido da vermelhidão
veio a rouquidão
Sem palavras
cem palavras
Não dizem nada
Não provam nada
Nada no rio
nada no mar
mergulha no vazio
profundo da irrazão
sem concepção
só na emoção
Ruído
Palhaços nos abraçamos
Com presentes
Ausentes do sentido imbuído
de um espírito consumidor
ruído
entendido como natalino
Ópio reduz o ódio
da miséria agravada
da corrupção nata deste sistema
Com nariz vermelho
alimentamos com alegria
a realizada mais-valia
No shopping
na concessionária
na padaria
Mercadorias
produzidas coletivamente
E o fruto?
Colhem direto da árvore
E a árvore de natal
nos conforta
com bolas de vidro
coloridas.
Com presentes
Ausentes do sentido imbuído
de um espírito consumidor
ruído
entendido como natalino
Ópio reduz o ódio
da miséria agravada
da corrupção nata deste sistema
Com nariz vermelho
alimentamos com alegria
a realizada mais-valia
No shopping
na concessionária
na padaria
Mercadorias
produzidas coletivamente
E o fruto?
Colhem direto da árvore
E a árvore de natal
nos conforta
com bolas de vidro
coloridas.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Aquarela nada bela
Individualidades
Infringidas, destruídas
Na formação de um exército
Modificado na formatação
De seres supostamente iguais
Individualismo
Rei da ação
no cotidiano vivido
da competição
Transformismo
poderemos transformar de verdade
quando?
Libertadores mascarados
Descarados na possibilidade
da ingenuidade de um povo
sofrido, lambido
pela seca da tristeza
de lágrimas inundantes
Derrubam vidas
matam esperanças
Da casinha de papelão
Tudo em vão
Obras para mudar
Meras maquiagens
que se transformarão em borrões
na aquarela do Brasil
de norte a sul
Pingos de mudanças
pela desenfreada acumulação
num mundo em destruição
Aquece, esfria, degela
Vamos humanizar
Sustentar o planeta
Aff!Chega de engodos!
Assim explodo...
Deveras necessária
Verdade, a permanência
possível
engendra com outra
sociabilidade
Bárbara crueldade
constante
o verde vira marrom
o azul vira cinza
E a humanidade avermelhece
na paixão da ação
ou na morte em um caixão...
Infringidas, destruídas
Na formação de um exército
Modificado na formatação
De seres supostamente iguais
Individualismo
Rei da ação
no cotidiano vivido
da competição
Transformismo
poderemos transformar de verdade
quando?
Libertadores mascarados
Descarados na possibilidade
da ingenuidade de um povo
sofrido, lambido
pela seca da tristeza
de lágrimas inundantes
Derrubam vidas
matam esperanças
Da casinha de papelão
Tudo em vão
Obras para mudar
Meras maquiagens
que se transformarão em borrões
na aquarela do Brasil
de norte a sul
Pingos de mudanças
pela desenfreada acumulação
num mundo em destruição
Aquece, esfria, degela
Vamos humanizar
Sustentar o planeta
Aff!Chega de engodos!
Assim explodo...
Deveras necessária
Verdade, a permanência
possível
engendra com outra
sociabilidade
Bárbara crueldade
constante
o verde vira marrom
o azul vira cinza
E a humanidade avermelhece
na paixão da ação
ou na morte em um caixão...
domingo, 27 de dezembro de 2009
2010
Hora de recomeçar
Um inicio sempre esperado
Esperança que seja mudado
Expectativa espraia
A mente de todos aqueles inquietos
Com a barbárie cada vez mais presente
A indiferença não ausente
Cada ano
Um pesar
Constantes recuos
Tropeços não cessam
Apesar do esforço contínuo
Nunca exíguo de acreditarmos
A verdadeira história há de começar
Pelas veredas da razão
De mais uma possibilidade
Mergulhamos na sensação
É um novo ano!
Perduraremos na luta
Com intemperança
Buscaremos sem comedida
Abraços fraternos
Transformarão a inação
Revolucionar
Na batalha das ideias
E na guerra por outro mundo
É imprescindível é necessário
Um inicio sempre esperado
Esperança que seja mudado
Expectativa espraia
A mente de todos aqueles inquietos
Com a barbárie cada vez mais presente
A indiferença não ausente
Cada ano
Um pesar
Constantes recuos
Tropeços não cessam
Apesar do esforço contínuo
Nunca exíguo de acreditarmos
A verdadeira história há de começar
Pelas veredas da razão
De mais uma possibilidade
Mergulhamos na sensação
É um novo ano!
Perduraremos na luta
Com intemperança
Buscaremos sem comedida
Abraços fraternos
Transformarão a inação
Revolucionar
Na batalha das ideias
E na guerra por outro mundo
É imprescindível é necessário
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